Participação em evento nacional é marcada pela aprovação de pesquisas sobre saúde infantil, conquista do 8º lugar nas apresentações científicas e colaboração entre instituições de Rondônia
Acadêmicas de Medicina da Faculdade Metropolitana de Rondônia e do Centro Universitário Aparício Carvalho – FIMCA participaram do 42º Congresso Brasileiro de Pediatria, realizado de 13 a 17 de outubro de 2026, em Belo Horizonte (MG). O evento reuniu especialistas, pesquisadores e estudantes de diferentes regiões do país para discutir avanços científicos, compartilhar experiências e apresentar pesquisas relacionadas à saúde de crianças e adolescentes. 
A participação das instituições rondonienses foi marcada pela aprovação de trabalhos científicos e pela conquista do 8º lugar nas apresentações do congresso pela acadêmica Maria Eduarda Brandão Gabriel Rêgo, da Faculdade Metropolitana, com uma pesquisa na área de Infectologia.
Também participaram do evento a acadêmica Maria Eduarda Maiorquin, da Metropolitana, acompanhada pela Dra. Cristiane Maiorquin, preceptora de Pediatria da instituição e presidente da Sociedade de Pediatria de Rondônia (SOPERO). A produção científica apresentada contou ainda com a participação de Emanuella Jardim Rodrigues, estudante de Medicina da FIMCA, que teve três resumos científicos aprovados.
Da escola pública ao reconhecimento científico nacional
Entre os destaques do congresso está a trajetória de Maria Eduarda Brandão Gabriel Rêgo, acadêmica do 2º ano de Medicina da Faculdade Metropolitana, que conquistou o 8º lugar nas apresentações científicas.
A estudante apresentou uma pesquisa desenvolvida em colaboração com a Fiocruz Rondônia, que analisa o impacto da triagem pré-natal do HTLV-1/2 na prevenção da transmissão vertical no Brasil. O estudo aborda a importância da identificação da infecção durante a gestação, permitindo orientar medidas preventivas capazes de reduzir o risco de transmissão materno-infantil.
O HTLV-1 pode ser transmitido da mãe para o filho, principalmente pela amamentação, e está associado a doenças graves, como a leucemia/linfoma de células T do adulto e a mielopatia associada ao HTLV-1. Nesse contexto, o diagnóstico durante o pré-natal representa uma estratégia importante para a prevenção e o cuidado materno-infantil.
Para Maria Eduarda, o reconhecimento ultrapassa o resultado acadêmico e representa uma conquista profundamente ligada à sua história pessoal.
“Sempre estudei em escola pública. Meus pais não tinham muito, mas me ensinaram que a educação era o único bem que ninguém poderia tirar de mim. Por isso, apresentar meu trabalho no Congresso Brasileiro de Pediatria, e vê-lo em destaque na área de Infectologia, foi uma conquista que levei tempo para assimilar”, relatou.
A experiência também proporcionou contato com pesquisadores de outros países, ampliando sua percepção sobre a relevância das investigações desenvolvidas na Amazônia. 
“Passei a ter novas admirações, fiz contatos que quero levar para a vida acadêmica, descobri temas novos e me atualizei sobre o que está sendo discutido na pediatria e na infectologia no mundo. Percebi que a pesquisa que a gente faz aqui conversa com desafios que são de todos”, afirmou.
Outro aspecto destacado pela estudante foi a importância do Sistema Único de Saúde (SUS) para garantir o acesso ao diagnóstico, à prevenção e ao cuidado pediátrico.
“Toda criança tem direito a esse cuidado, independentemente de onde nasça”, ressaltou.
Ao refletir sobre sua trajetória, Maria Eduarda também deixou uma mensagem de incentivo a outros estudantes da rede pública de ensino.
“Volto com mais vontade de estudar, pesquisar e crescer. E quero que outros estudantes de escola pública saibam que a ciência também é um lugar para nós.”
Parceria entre Metropolitana e FIMCA leva pesquisa sobre queimadas na Amazônia ao congresso
A colaboração científica entre as instituições também esteve presente no evento. A acadêmica Maria Eduarda Maiorquin, da Faculdade Metropolitana, participou da produção de trabalhos em parceria com Emanuella Jardim Rodrigues, estudante de Medicina da FIMCA.
Entre as pesquisas apresentadas está o trabalho “Internações hospitalares por agravos respiratórios em recém-nascidos decorrentes da exposição a queimadas na Amazônia entre os anos de 2021 e 2025”.
A investigação aborda uma problemática especialmente relevante para a região amazônica: as internações hospitalares de recém-nascidos por problemas respiratórios em um contexto marcado pela ocorrência de queimadas e pela exposição da população à poluição atmosférica.
O tema aproxima a Pediatria das discussões sobre saúde ambiental e reforça a importância de compreender como as condições ambientais podem representar riscos para populações vulneráveis, especialmente durante os primeiros dias de vida.
Para Maria Eduarda Maiorquin, a aprovação dos trabalhos representa uma conquista importante em sua formação e evidencia o valor das parcerias estabelecidas durante a graduação.
“Foi uma conquista muito significativa para minha trajetória acadêmica. Essa experiência representa não só uma oportunidade de contribuir para a produção científica, mas também o resultado de uma parceria construída com dedicação”, destacou.
A acadêmica também agradeceu à colega Emanuella pela confiança e pela oportunidade de integrar o desenvolvimento dos trabalhos, ressaltando que a experiência fortaleceu sua motivação para continuar estudando e buscando novas oportunidades de crescimento profissional.
Emanuella Jardim Rodrigues, acadêmica da FIMCA, teve três resumos científicos aprovados no congresso, ampliando a presença da produção acadêmica de Rondônia no evento.
“Ter três resumos aprovados neste congresso representa uma conquista muito importante na minha trajetória acadêmica. Agradeço especialmente à minha orientadora, Rita de Cássia, pelo apoio, incentivo e contribuição ao longo desse processo. Sou grata por poder aprender, crescer e fazer aquilo que amo, reconhecendo sempre a graça de Deus em cada etapa dessa caminhada”, declarou.
A participação conjunta demonstra como a colaboração entre acadêmicos de diferentes instituições pode ampliar as oportunidades de investigação científica e contribuir para a discussão de problemas de saúde relacionados à realidade regional.
Preceptora da Metropolitana destaca importância da formação científica
A Dra. Cristiane Maiorquin, preceptora de Pediatria do curso de Medicina da Faculdade Metropolitana e presidente da SOPERO (Sociedade de Pediatria de Rondônia), acompanhou a participação das acadêmicas e ressaltou a importância de estimular o contato com a pesquisa desde os primeiros anos da formação médica.
“Estar no 42º Congresso Brasileiro de Pediatria é uma oportunidade de atualização científica, troca de experiências e fortalecimento do compromisso com a saúde e o futuro das nossas crianças”, afirmou.
Para a médica, acompanhar estudantes apresentando pesquisas em um evento nacional representa um momento de orgulho e reconhecimento do trabalho desenvolvido na graduação.
“Ver nossas futuras médicas compartilhando suas pesquisas em um congresso nacional é motivo de orgulho e representa o valor do ensino, da pesquisa e da formação de profissionais comprometidos com uma Pediatria cada vez melhor”, destacou.
Produção científica de Rondônia ganha visibilidade nacional
A participação das acadêmicas da Faculdade Metropolitana e do Centro Universitário Aparício Carvalho no 42º Congresso Brasileiro de Pediatria evidencia o potencial da produção científica desenvolvida por estudantes de Medicina de Rondônia.
As pesquisas apresentadas abordam questões relevantes para a saúde pública, desde a prevenção da transmissão vertical de infecções até os agravos respiratórios associados à exposição ambiental, demonstrando como a investigação científica pode contribuir para o enfrentamento de problemas que afetam diretamente a população.
Para a Faculdade Metropolitana, a conquista de Maria Eduarda Brandão e a participação de Maria Eduarda Maiorquin reforçam a importância do incentivo à pesquisa durante a graduação e da inserção dos acadêmicos em espaços de divulgação científica.
Da mesma forma, a aprovação dos três resumos de Emanuella Jardim Rodrigues destaca a contribuição da FIMCA para a formação de estudantes envolvidos com a investigação científica e a produção de conhecimento.
A participação em eventos desta dimensão permite estabelecer contatos, compartilhar experiências e aproximar a ciência desenvolvida em Rondônia dos debates nacionais e internacionais.
“Seguimos fortalecendo a Pediatria de Rondônia, incentivando novos talentos e construindo, juntos, um futuro mais saudável para nossas crianças”, concluiu a Dra. Cristiane Maiorquin.
As conquistas no congresso representam não apenas o reconhecimento de trabalhos acadêmicos, mas também a valorização de histórias de dedicação, parcerias científicas e pesquisas que levam os desafios da saúde amazônica ao cenário nacional.
Fonte: Ascom







